Kate e William homenageiam Rob Burrow e surpreendem Kevin Sinfield em desafio beneficente

Em 29 de setembro, Kate e William dedicaram o dia a duas histórias que mostram como o esporte pode ultrapassar os limites dos campos e transformar a vida de muitas pessoas. O Príncipe e a Princesa de Gales visitaram o Leeds Rhinos, em West Yorkshire, para conhecer projetos que utilizam o rugby como ferramenta de inclusão e desenvolvimento comunitário. Mais tarde, seguiram para Wakefield, onde fizeram uma surpresa ao ex-jogador Sir Kevin Sinfield, que estava no terceiro dia de um desafio de ultramaratonas para arrecadar fundos e ampliar a conscientização sobre a doença do neurônio motor, a mesma condição que levou à morte de seu grande amigo e antigo companheiro de equipe, Rob Burrow.

A primeira parada aconteceu no estádio Headingley, casa do Leeds Rhinos, um dos clubes mais conhecidos do rugby league inglês. Recebidos por Jamie Jones-Buchanan, ex-jogador e diretor-executivo do clube, William e Kate conheceram as instalações e conversaram com pessoas envolvidas nos programas sociais desenvolvidos pela equipe e pela Leeds Rhinos Foundation.

A visita teve como objetivo destacar o trabalho realizado para ampliar o acesso ao esporte e criar oportunidades para crianças, jovens e adultos de diferentes origens. Por meio de atividades esportivas, projetos educacionais e iniciativas comunitárias, o clube procura fortalecer os vínculos locais, incentivar a participação e criar ambientes nos quais mais pessoas possam desenvolver suas habilidades e encontrar um sentimento de pertencimento.

Os programas da fundação também trabalham para aumentar a participação no rugby league, melhorar a permanência dos jogadores no esporte, ampliar as oportunidades para mulheres e meninas e apoiar a formação de treinadores. A inclusão é parte importante desse trabalho, com iniciativas voltadas à criação de espaços acessíveis e acolhedores, nos quais pessoas com diferentes experiências e capacidades possam participar.

Durante o encontro, Kate e William passaram um tempo com jovens envolvidos nos programas e conheceram mais sobre o impacto das atividades em suas vidas. Para o casal, a visita também representou uma oportunidade de reconhecer a atuação de uma instituição que faz parte da comunidade de Leeds há décadas e que utiliza a popularidade do rugby para chegar a pessoas que nem sempre encontram oportunidades semelhantes em outros espaços.

A agenda, porém, carregava um significado especial para William. O Leeds Rhinos foi o clube pelo qual Rob Burrow construiu grande parte de sua trajetória esportiva e se tornou uma das figuras mais queridas do rugby league. Considerado um dos grandes nomes da modalidade, Burrow passou a ser lembrado não apenas por suas conquistas em campo, mas também pela maneira como enfrentou a doença do neurônio motor, uma condição neurológica progressiva que afeta os nervos responsáveis pelo controle dos músculos.

Burrow recebeu o diagnóstico em 2019, quando tinha 37 anos. Mesmo diante da progressão da doença, tornou-se uma voz importante na conscientização pública e ajudou a mobilizar atenção e recursos para pesquisas e serviços destinados às pessoas afetadas pela condição. Sua trajetória ganhou ainda mais repercussão pela franqueza com que ele e sua família falaram sobre as mudanças impostas pela doença e pela importância do apoio recebido.

Ele morreu em junho de 2024, aos 41 anos, deixando um legado que continua presente no esporte e nas iniciativas de assistência a pessoas com doenças do neurônio motor. Em janeiro daquele ano, William havia concedido a Burrow a distinção de Comandante da Ordem do Império Britânico, conhecida como CBE, em reconhecimento ao seu trabalho de conscientização sobre a doença.

A ligação de William com essa causa continuou após a morte do atleta. Em novembro de 2025, o príncipe inaugurou oficialmente o Rob Burrow Centre for Motor Neurone Disease, no Hospital Seacroft, em Leeds, um centro dedicado ao atendimento de pessoas com a doença e ao apoio a seus familiares. A iniciativa representa mais uma etapa dos esforços para melhorar o cuidado oferecido aos pacientes e ampliar o acesso a serviços especializados.

A visita ao Leeds Rhinos também foi uma homenagem à amizade entre Burrow e Kevin Sinfield, cuja dedicação à causa se tornou uma das histórias mais marcantes do esporte britânico nos últimos anos. Antigo companheiro de equipe de Burrow, Sinfield passou a organizar desafios físicos de grande exigência para arrecadar fundos destinados a instituições que apoiam pessoas com a doença do neurônio motor. Suas iniciativas já mobilizaram milhões de libras e ajudaram a manter a condição em evidência muito além do universo do rugby.

Depois de conhecerem os projetos do Leeds Rhinos, Kate e William seguiram para Wakefield, onde protagonizaram um encontro que Sinfield não esperava. A cerca de meia hora de carro de Leeds, o casal apareceu no DIY Kitchens Stadium, estádio do Wakefield Trinity, para recebê-lo ao final do terceiro dia de seu mais recente desafio beneficente.

A iniciativa previa sete ultramaratonas em sete dias, uma sequência de esforços físicos extremos organizada para arrecadar recursos e homenagear a memória de Burrow. Aos 46 anos, Sinfield já havia realizado outros desafios semelhantes desde a morte do amigo, levando seu próprio corpo ao limite para chamar a atenção para as necessidades das pessoas que vivem com a doença e de seus cuidadores.

Naquele dia, ele estava concluindo a terceira etapa da jornada quando entrou no estádio, onde era aguardado por apoiadores, integrantes de sua equipe e torcedores. Sinfield acenou para a multidão, mas sua expressão mudou quando percebeu que Kate e William estavam na linha de chegada. Surpreso, ele logo abriu um sorriso ao cumprimentar o casal, que havia organizado a visita para reconhecer pessoalmente seus esforços.

Kate quis saber como havia sido o percurso daquele dia. “Como foi o seu dia de hoje?”, perguntou ao atleta. Sinfield respondeu que aquela havia sido a etapa mais difícil até então. A presença do casal ofereceu um momento de reconhecimento depois de horas de esforço físico, em uma jornada que exigia não apenas resistência, mas também a capacidade de continuar mesmo diante do cansaço acumulado.

O encontro aconteceu diante de pessoas que acompanham e apoiam o trabalho de Sinfield. Quando pegou o microfone para agradecer à equipe, aos apoiadores das instituições ligadas à doença do neurônio motor e aos torcedores presentes no estádio, o ex-jogador se emocionou brevemente antes de fazer seu discurso sem recorrer a anotações.

Dirigindo-se a William e Kate, ele afirmou que a presença dos dois era extraordinária e ajudava a dar credibilidade e visibilidade à comunidade afetada pela doença do neurônio motor. A fala destacou um dos objetivos centrais de seus desafios: garantir que pacientes, familiares e cuidadores não sejam esquecidos depois que a atenção pública se volta para outras causas.

A relação entre Sinfield e Burrow explica por que esses esforços assumiram uma dimensão tão pessoal. Os dois dividiram o campo durante anos no Leeds Rhinos, construindo uma amizade que continuou depois da aposentadoria de Burrow e de seu diagnóstico. Ao transformar essa relação em uma campanha de arrecadação de fundos, Sinfield passou a usar a própria resistência física como forma de chamar a atenção para os desafios enfrentados por pessoas com a doença.

No verão de 2026, Sinfield recebeu o título de cavaleiro em reconhecimento aos serviços prestados ao rugby league e à comunidade de pessoas afetadas pela doença do neurônio motor. A homenagem reconheceu uma trajetória que ultrapassou suas conquistas como atleta e passou a incluir um trabalho contínuo de arrecadação de recursos, conscientização e apoio a famílias.

Em Wakefield, William e Kate também tiveram a oportunidade de conversar com pessoas afetadas pela doença e conhecer suas experiências. Esses encontros são uma parte importante das visitas relacionadas à causa, pois permitem que o debate vá além dos números arrecadados e das campanhas públicas, colocando em evidência as necessidades concretas de quem convive com uma condição progressiva e de quem oferece cuidados diariamente.

A agenda de 29 de setembro reuniu, assim, duas dimensões do trabalho comunitário desenvolvido por meio do esporte. Em Leeds, o casal conheceu projetos que procuram abrir oportunidades e fortalecer a participação de jovens e adultos. Em Wakefield, acompanhou de perto uma campanha que transforma a memória de um atleta em apoio a milhares de pessoas afetadas por uma doença grave.

Para Kate, o compromisso também trouxe uma produção que combinava elegância e praticidade. A princesa escolheu o blazer Camden, da Ralph Lauren Collection, em cashmere verde-escuro, peça de corte estruturado que conferiu um tom clássico ao visual. Combinou o blazer com uma calça de pernas largas Axon, da Roland Mouret, criando uma silhueta alongada e discreta, adequada para uma agenda que incluiu visitas às instalações esportivas e encontros com participantes dos projetos.

Kate completou o conjunto com os brincos Imperatriz, da Mappin & Webb, em ouro branco e diamantes. A joia, que já faz parte de seu guarda-roupa, acrescentou um toque sofisticado à combinação de tons sóbrios. O resultado foi um visual elegante sem excessos, em sintonia com o caráter institucional e comunitário da visita.

Publicado por: Yasmin S.