Autor: Yasmin S.

Kate visita serviço de transporte comunitário em West Sussex, almoça com idosos e conquista crianças

 

A Princesa de Gales passou o dia 30 de setembro em West Sussex, em uma visita marcada por conversas descontraídas, encontros com moradores e demonstrações de carinho que transformaram uma agenda comunitária em uma série de momentos espontâneos. Catherine conheceu o trabalho de um serviço de transporte voluntário que há décadas ajuda idosos e pessoas com dificuldades de locomoção a manter a independência, além de participar do almoço semanal de um grupo local, onde conversou sobre a vida em família e até aceitou uma batata frita oferecida por uma das frequentadoras.

Um dos momentos mais significativos aconteceu quando a princesa acompanhou a equipe do serviço de micro-ônibus para buscar uma passageira de 94 anos, a ex-cozinheira escolar Sra. Drewett. Ao encontrá-la em casa, Kate ofereceu ajuda enquanto ela caminhava pelo jardim com o andador. Com uma das mãos apoiada delicadamente no braço da idosa, incentivou-a durante o percurso: “Muito bem”. Depois, posicionou-se atrás dela enquanto subia no veículo, pronta para ampará-la caso precisasse.

Já dentro do micro-ônibus, Catherine sentou-se ao lado da passageira e conversou com ela sobre os passeios para almoçar. A senhora brincou que eram “um dia sem cozinhar”, arrancando sorrisos. A princesa também comentou, em tom bem-humorado, que costuma esquecer a própria bolsa. “Todo mundo sempre corre atrás de mim, gritando: ‘Você esqueceu a bolsa’”, contou. Ao incentivar o uso do cinto de segurança, acrescentou que também precisa lembrar os filhos de fazerem o mesmo.

A Sra. Drewett havia recebido a notícia de que encontraria uma convidada especial pouco antes da chegada da princesa. “Eu mal conseguia acreditar. Sou uma sócia recente”, contou. Ela explicou que, depois de deixar de dirigir por considerar mais seguro para os outros usuários da estrada, passou a depender do serviço para manter parte de sua rotina. “Eles me levam ao supermercado uma vez por semana e vamos ao salão comunitário para o almoço do clube. É um serviço muito valioso. É maravilhoso.”

O transporte comunitário completa 50 anos em 2026. Criada como resposta à redução das opções de transporte público nas áreas rurais, a organização cresceu a partir de um único micro-ônibus conduzido por voluntários e se tornou uma rede que funciona em oito centros comunitários. Com o apoio de 284 voluntários e uma frota de 11 veículos, percorre cerca de 96 mil quilômetros por ano e realiza aproximadamente 13 mil viagens de passageiros. Para pessoas que enfrentam isolamento, dificuldades de mobilidade ou limitações financeiras, o serviço representa uma maneira prática de chegar a consultas, fazer compras e continuar participando da vida comunitária.

Depois de acompanhar o trajeto, Kate seguiu para o salão comunitário de Pulborough, onde se juntou a cerca de 50 moradores no almoço semanal. O encontro também tinha um significado especial: a refeição comunitária celebrava seu 60º aniversário, reafirmando uma tradição que oferece não apenas comida, mas também companhia e oportunidades de fazer amizades.

 

Sentada à mesa com os participantes, a princesa conversou com Lynda Jones, de 74 anos, uma frequentadora assídua. A moradora explicou que o encontro pode fazer muita diferença para quem perdeu o companheiro e procura novas formas de manter uma vida social ativa. Kate concordou com o espírito acolhedor do grupo e comentou: “Que maneira adorável de fazer amigos”.

O cardápio incluía sopa de pimentão vermelho e batata-doce, acompanhada de pão, queijo e batatas fritas. Ao perceber os salgadinhos na mesa, Lynda provocou a princesa, sugerindo que ela provavelmente nunca os comia. Catherine respondeu sem hesitar: “Sim, eu adoro. Adoro salgado”, e pegou uma batata frita para provar o que dizia. A cena descontraída arrancou sorrisos dos presentes. Mais tarde, Lynda contou que deixou a princesa experimentar o lanche e que ela gostou das batatas onduladas e salgadas. “Kate tinha um talento natural”, comentou, ao recordar a facilidade com que a visitante se integrou à conversa.

A vida doméstica também entrou no assunto. Ao falar sobre lavar a louça, Catherine revelou: “Adoro lavar a louça. Adoro mesmo”. Um dos convidados brincou que isso a tornava uma voluntária perfeita. Questionada se o marido a ajudava nas tarefas de casa, ela respondeu: “Ele seca a louça. Formamos uma boa dupla. E envolvemos as crianças”. A observação ofereceu um vislumbre descontraído da rotina familiar com o príncipe William e os filhos, George, Charlotte e Louis.

Depois do almoço, Kate reservou tempo para cumprimentar as pessoas reunidas do lado de fora do salão. Entre elas estava Thea Botley, de 25 anos, acompanhada dos filhos Alfie, de um ano, e Arthur, de três. A princesa se abaixou para falar com o pequeno Alfie, elogiou suas botas e o ajudou a descer do meio-fio, segurando suas mãos enquanto o incentivava a pular.

“Qual é o seu nome? Oi, Albie. Olha que botas legais você tem. Pula? Muito bem. Mais um? Muito bem”, disse, acompanhando a brincadeira. Quando percebeu que o menino continuava pulando mesmo depois de ela começar a se afastar, riu: “Desculpe por ter começado algo”.

Thea contou depois que ficou surpresa com a reação do filho, que costuma ser tímido com pessoas desconhecidas. “Fiquei tão surpresa que ele se mostrou receptivo a ela e segurou sua mão. Ela foi incrível”, relatou.

A visita ainda incluiu um encontro inesperado por videochamada. Kate conversou pelo FaceTime com Amanda Ridley, que estava indisposta, e sua filha Paloma, de cinco anos, que também não se sentia bem. Ao aparecer na tela, a princesa sorriu e perguntou os nomes das duas antes de demonstrar preocupação com a saúde delas. “Sinto muito que vocês não estejam se sentindo bem. Coitadinhas. Tem alguém cuidando de vocês?”, perguntou.

Ao falar diretamente com Paloma, quis saber se a menina estava faltando à escola naquele dia e desejou que melhorasse logo. “Durma bastante”, aconselhou, em tom carinhoso. Amanda agradeceu o gesto e disse depois que admirava a princesa e a maneira como ela havia se comportado diante das dificuldades que enfrentou. “Temos muita sorte de tê-la conosco”, afirmou.

Para a ocasião, Kate combinou peças clássicas com acessórios novos. Ela usou o casaco MaxiCity Wool, da Jigsaw, apresentado anteriormente em setembro de 2025, feito de lã e com lapelas largas, bolsos com aba e abertura central nas costas. A novidade foi uma blusa de seda fosca da Reiss, modelo Kathlyn, com amarração no pescoço, usada com calças de lã cinza mesclado Bacall Doeskin, da Polo Ralph Lauren. A princesa também estreou uma bolsa transversal de couro vermelho da Smythson e um cinto Portofino Mirror, da Victoria Beckham, em tom bordô escuro.

Publicado por: Yasmin S.

Kate e William homenageiam Rob Burrow e surpreendem Kevin Sinfield em desafio beneficente

Em 29 de setembro, Kate e William dedicaram o dia a duas histórias que mostram como o esporte pode ultrapassar os limites dos campos e transformar a vida de muitas pessoas. O Príncipe e a Princesa de Gales visitaram o Leeds Rhinos, em West Yorkshire, para conhecer projetos que utilizam o rugby como ferramenta de inclusão e desenvolvimento comunitário. Mais tarde, seguiram para Wakefield, onde fizeram uma surpresa ao ex-jogador Sir Kevin Sinfield, que estava no terceiro dia de um desafio de ultramaratonas para arrecadar fundos e ampliar a conscientização sobre a doença do neurônio motor, a mesma condição que levou à morte de seu grande amigo e antigo companheiro de equipe, Rob Burrow.

A primeira parada aconteceu no estádio Headingley, casa do Leeds Rhinos, um dos clubes mais conhecidos do rugby league inglês. Recebidos por Jamie Jones-Buchanan, ex-jogador e diretor-executivo do clube, William e Kate conheceram as instalações e conversaram com pessoas envolvidas nos programas sociais desenvolvidos pela equipe e pela Leeds Rhinos Foundation.

A visita teve como objetivo destacar o trabalho realizado para ampliar o acesso ao esporte e criar oportunidades para crianças, jovens e adultos de diferentes origens. Por meio de atividades esportivas, projetos educacionais e iniciativas comunitárias, o clube procura fortalecer os vínculos locais, incentivar a participação e criar ambientes nos quais mais pessoas possam desenvolver suas habilidades e encontrar um sentimento de pertencimento.

Os programas da fundação também trabalham para aumentar a participação no rugby league, melhorar a permanência dos jogadores no esporte, ampliar as oportunidades para mulheres e meninas e apoiar a formação de treinadores. A inclusão é parte importante desse trabalho, com iniciativas voltadas à criação de espaços acessíveis e acolhedores, nos quais pessoas com diferentes experiências e capacidades possam participar.

Durante o encontro, Kate e William passaram um tempo com jovens envolvidos nos programas e conheceram mais sobre o impacto das atividades em suas vidas. Para o casal, a visita também representou uma oportunidade de reconhecer a atuação de uma instituição que faz parte da comunidade de Leeds há décadas e que utiliza a popularidade do rugby para chegar a pessoas que nem sempre encontram oportunidades semelhantes em outros espaços.

A agenda, porém, carregava um significado especial para William. O Leeds Rhinos foi o clube pelo qual Rob Burrow construiu grande parte de sua trajetória esportiva e se tornou uma das figuras mais queridas do rugby league. Considerado um dos grandes nomes da modalidade, Burrow passou a ser lembrado não apenas por suas conquistas em campo, mas também pela maneira como enfrentou a doença do neurônio motor, uma condição neurológica progressiva que afeta os nervos responsáveis pelo controle dos músculos.

Burrow recebeu o diagnóstico em 2019, quando tinha 37 anos. Mesmo diante da progressão da doença, tornou-se uma voz importante na conscientização pública e ajudou a mobilizar atenção e recursos para pesquisas e serviços destinados às pessoas afetadas pela condição. Sua trajetória ganhou ainda mais repercussão pela franqueza com que ele e sua família falaram sobre as mudanças impostas pela doença e pela importância do apoio recebido.

Ele morreu em junho de 2024, aos 41 anos, deixando um legado que continua presente no esporte e nas iniciativas de assistência a pessoas com doenças do neurônio motor. Em janeiro daquele ano, William havia concedido a Burrow a distinção de Comandante da Ordem do Império Britânico, conhecida como CBE, em reconhecimento ao seu trabalho de conscientização sobre a doença.

A ligação de William com essa causa continuou após a morte do atleta. Em novembro de 2025, o príncipe inaugurou oficialmente o Rob Burrow Centre for Motor Neurone Disease, no Hospital Seacroft, em Leeds, um centro dedicado ao atendimento de pessoas com a doença e ao apoio a seus familiares. A iniciativa representa mais uma etapa dos esforços para melhorar o cuidado oferecido aos pacientes e ampliar o acesso a serviços especializados.

A visita ao Leeds Rhinos também foi uma homenagem à amizade entre Burrow e Kevin Sinfield, cuja dedicação à causa se tornou uma das histórias mais marcantes do esporte britânico nos últimos anos. Antigo companheiro de equipe de Burrow, Sinfield passou a organizar desafios físicos de grande exigência para arrecadar fundos destinados a instituições que apoiam pessoas com a doença do neurônio motor. Suas iniciativas já mobilizaram milhões de libras e ajudaram a manter a condição em evidência muito além do universo do rugby.

Depois de conhecerem os projetos do Leeds Rhinos, Kate e William seguiram para Wakefield, onde protagonizaram um encontro que Sinfield não esperava. A cerca de meia hora de carro de Leeds, o casal apareceu no DIY Kitchens Stadium, estádio do Wakefield Trinity, para recebê-lo ao final do terceiro dia de seu mais recente desafio beneficente.

A iniciativa previa sete ultramaratonas em sete dias, uma sequência de esforços físicos extremos organizada para arrecadar recursos e homenagear a memória de Burrow. Aos 46 anos, Sinfield já havia realizado outros desafios semelhantes desde a morte do amigo, levando seu próprio corpo ao limite para chamar a atenção para as necessidades das pessoas que vivem com a doença e de seus cuidadores.

Naquele dia, ele estava concluindo a terceira etapa da jornada quando entrou no estádio, onde era aguardado por apoiadores, integrantes de sua equipe e torcedores. Sinfield acenou para a multidão, mas sua expressão mudou quando percebeu que Kate e William estavam na linha de chegada. Surpreso, ele logo abriu um sorriso ao cumprimentar o casal, que havia organizado a visita para reconhecer pessoalmente seus esforços.

Kate quis saber como havia sido o percurso daquele dia. “Como foi o seu dia de hoje?”, perguntou ao atleta. Sinfield respondeu que aquela havia sido a etapa mais difícil até então. A presença do casal ofereceu um momento de reconhecimento depois de horas de esforço físico, em uma jornada que exigia não apenas resistência, mas também a capacidade de continuar mesmo diante do cansaço acumulado.

O encontro aconteceu diante de pessoas que acompanham e apoiam o trabalho de Sinfield. Quando pegou o microfone para agradecer à equipe, aos apoiadores das instituições ligadas à doença do neurônio motor e aos torcedores presentes no estádio, o ex-jogador se emocionou brevemente antes de fazer seu discurso sem recorrer a anotações.

Dirigindo-se a William e Kate, ele afirmou que a presença dos dois era extraordinária e ajudava a dar credibilidade e visibilidade à comunidade afetada pela doença do neurônio motor. A fala destacou um dos objetivos centrais de seus desafios: garantir que pacientes, familiares e cuidadores não sejam esquecidos depois que a atenção pública se volta para outras causas.

A relação entre Sinfield e Burrow explica por que esses esforços assumiram uma dimensão tão pessoal. Os dois dividiram o campo durante anos no Leeds Rhinos, construindo uma amizade que continuou depois da aposentadoria de Burrow e de seu diagnóstico. Ao transformar essa relação em uma campanha de arrecadação de fundos, Sinfield passou a usar a própria resistência física como forma de chamar a atenção para os desafios enfrentados por pessoas com a doença.

No verão de 2026, Sinfield recebeu o título de cavaleiro em reconhecimento aos serviços prestados ao rugby league e à comunidade de pessoas afetadas pela doença do neurônio motor. A homenagem reconheceu uma trajetória que ultrapassou suas conquistas como atleta e passou a incluir um trabalho contínuo de arrecadação de recursos, conscientização e apoio a famílias.

Em Wakefield, William e Kate também tiveram a oportunidade de conversar com pessoas afetadas pela doença e conhecer suas experiências. Esses encontros são uma parte importante das visitas relacionadas à causa, pois permitem que o debate vá além dos números arrecadados e das campanhas públicas, colocando em evidência as necessidades concretas de quem convive com uma condição progressiva e de quem oferece cuidados diariamente.

A agenda de 29 de setembro reuniu, assim, duas dimensões do trabalho comunitário desenvolvido por meio do esporte. Em Leeds, o casal conheceu projetos que procuram abrir oportunidades e fortalecer a participação de jovens e adultos. Em Wakefield, acompanhou de perto uma campanha que transforma a memória de um atleta em apoio a milhares de pessoas afetadas por uma doença grave.

Para Kate, o compromisso também trouxe uma produção que combinava elegância e praticidade. A princesa escolheu o blazer Camden, da Ralph Lauren Collection, em cashmere verde-escuro, peça de corte estruturado que conferiu um tom clássico ao visual. Combinou o blazer com uma calça de pernas largas Axon, da Roland Mouret, criando uma silhueta alongada e discreta, adequada para uma agenda que incluiu visitas às instalações esportivas e encontros com participantes dos projetos.

Kate completou o conjunto com os brincos Imperatriz, da Mappin & Webb, em ouro branco e diamantes. A joia, que já faz parte de seu guarda-roupa, acrescentou um toque sofisticado à combinação de tons sóbrios. O resultado foi um visual elegante sem excessos, em sintonia com o caráter institucional e comunitário da visita.

Publicado por: Yasmin S.

Kate visita projeto de recuperação pelo contato com a natureza e ouve histórias de superação

Em 24 de setembro, a Princesa de Gales esteve em Southend, no condado de Essex, para conhecer uma iniciativa que une jardinagem, contato com a natureza e recuperação do vício. A visita aconteceu durante a Semana de Conscientização sobre o Vício e fez parte de seu trabalho como patrona da Forward Trust, organização britânica que oferece apoio a pessoas que enfrentam dependências ou buscam reconstruir a vida depois de experiências relacionadas à criminalidade. Ao longo do encontro, Kate conheceu participantes do programa, ouviu relatos pessoais sobre o caminho até a recuperação e colocou as mãos na terra para ajudar no plantio de mudas.

A agenda teve como foco o Forward Growing, projeto que utiliza a jardinagem como ferramenta de apoio ao bem-estar e à recuperação. Realizadas semanalmente em uma área do Garon Park, em Southend, as atividades oferecem aos participantes a oportunidade de aprender técnicas de cultivo, desenvolver habilidades práticas e criar vínculos em um ambiente compartilhado. O espaço também conta com uma trilha ecológica e uma área dedicada ao cultivo de vegetais, que posteriormente são encaminhados ao centro da Forward Trust em Southend. Ali, pessoas em recuperação aprendem a preparar e cozinhar os alimentos colhidos, conectando o trabalho no jardim a outras habilidades úteis para a vida cotidiana.

A proposta vai além do aprendizado sobre plantas. Cultivar um jardim exige paciência, continuidade e atenção, além de proporcionar uma rotina na qual os resultados aparecem gradualmente. Para quem está reconstruindo a própria vida, essas experiências podem ajudar a estabelecer objetivos concretos, desenvolver confiança e criar oportunidades de convivência. O Forward Growing também procura aproximar os participantes do ambiente natural, oferecendo um espaço em que possam desacelerar e se concentrar em uma atividade prática.

Kate conheceu o projeto acompanhada por Mike Trace, diretor-executivo da Forward Trust, e conversou com integrantes da iniciativa sobre suas experiências e sobre o papel que a jardinagem passou a ocupar em suas rotinas. Em determinado momento, a princesa recebeu a oportunidade de participar do plantio e não hesitou em sujar as mãos. Ao lhe oferecerem luvas, ela preferiu trabalhar diretamente com a terra, ajudando a colocar as mudas no solo.

Questionada sobre a frequência com que pratica jardinagem em casa, Kate respondeu que um pouco. O interesse pelo assunto também apareceu quando ela encontrou uma placa indicando a presença de uma colmeia. Apicultora entusiasta, a princesa quis saber mais sobre a instalação e descobriu que o local contava com uma estrutura educativa que permite aos visitantes conhecer melhor o universo das abelhas.

O gerente-assistente do projeto, Dr. Liam King, explicou que a experiência havia sido desenvolvida principalmente para crianças, mas fez questão de convidá-la a conhecer o espaço. Kate reagiu com bom humor: “Parece ser a minha cara”. A conversa seguiu para questões ambientais quando King explicou seu trabalho anterior com ecologia e zonas de amortecimento agrícolas, utilizadas em iniciativas relacionadas à biodiversidade e às mudanças climáticas. Kate então comentou que deveria ter levado o marido, William, que conhece melhor o assunto.

O momento descontraído ajudou a mostrar como a visita combinou o interesse pessoal da princesa pela natureza com a oportunidade de conhecer uma iniciativa que procura transformar esse contato em parte do processo de recuperação. O projeto foi lançado na primavera britânica e vem desenvolvendo uma área específica para jardinagem dentro do parque, com a intenção de ampliar as atividades e aproveitar os alimentos produzidos para outras etapas do programa.

Durante a visita, porém, foram as histórias dos participantes que deram à agenda seu significado mais profundo. Kate conversou com Steph Sampson, de 45 anos, que compartilhou a experiência de enfrentar a dependência do álcool e reconstruir a relação com a família. Sampson contou que sua filha Mia, de 21 anos, havia escrito uma carta de cinco páginas pedindo que ela parasse de beber. Ela leu a carta enquanto estava em tratamento, e o conteúdo acabou se tornando um momento decisivo em sua trajetória.

Sampson estava sóbria havia seis meses e meio quando encontrou a princesa. Em agosto, no aniversário dela, recebeu um cartão da filha que expressava o orgulho pela recuperação da mãe. Ao recordar a mensagem, contou que ficou arrepiada. A experiência de receber apoio durante o tratamento também mudou a maneira como passou a compreender a dependência e a conversar com os familiares sobre o que estava vivendo.

“Estar na reabilitação e descobrir que era uma doença foi um ponto de virada enorme. Eu pude explicar isso para meus filhos e minha mãe”, contou Sampson.

Kate ouviu seu relato e destacou a importância de compartilhar experiências como aquela. “É uma mensagem muito poderosa para os outros. Parabéns. É uma pena que sua família não esteja aqui. Eles devem estar muito orgulhosos”, disse a princesa. A conversa evidenciou uma das dificuldades enfrentadas por quem procura ajuda: além dos desafios do tratamento, muitas pessoas precisam lidar com a vergonha, o receio de serem julgadas e a dificuldade de explicar a própria situação aos familiares.

Esse aspecto está diretamente relacionado ao tema escolhido para a Semana de Conscientização sobre o Vício deste ano, “A Grande Conversa sobre Vícios”. A campanha procura incentivar diálogos que frequentemente deixam de acontecer por causa do estigma, do medo e da falta de compreensão. Ao colocar as experiências de pessoas em recuperação no centro da visita, a iniciativa também chama a atenção para a necessidade de enxergar a dependência como uma questão que exige apoio, compreensão e acesso a tratamento.

A relação de Kate com esse trabalho não começou agora. Em 2012, menos de um ano depois de seu casamento com William, ela escolheu a Action on Addiction como uma das primeiras instituições de caridade a apoiar oficialmente. A organização trabalhava com pessoas afetadas pela dependência e suas famílias, uma área à qual a princesa continuou ligada ao longo dos anos. Em 2021, após a fusão da Action on Addiction com a Forward Trust, Kate tornou-se patrona da nova organização.

Desde então, seu envolvimento com o tema tem acompanhado uma abordagem mais ampla sobre saúde mental, relações familiares e experiências que influenciam o bem-estar ao longo da vida. O trabalho da Forward Trust inclui programas de recuperação, apoio para a reintegração social e iniciativas que ajudam pessoas a retomar vínculos, encontrar oportunidades de trabalho e conquistar maior estabilidade. A organização também procura oferecer suporte às famílias, que frequentemente enfrentam suas próprias dificuldades enquanto acompanham alguém em tratamento.

Durante o encontro em Southend, Kate também conheceu Lisa Bryer, cineasta e administradora da Forward Trust, que compartilhou sua própria história de recuperação. Conhecida por seu trabalho como produtora de O Último Rei da Escócia, Bryer está sóbria há 44 anos, depois de enfrentar uma dependência de heroína. Após conversar com a princesa, ela destacou a importância do apoio oferecido pela instituição e afirmou que Kate é uma patrona valiosa para a organização.

Ao falar sobre os programas da Forward Trust, Bryer ressaltou que eles ajudam a criar uma estrutura de apoio e a combater o estigma associado ao vício. Sua experiência também ilustra como a recuperação pode se desenvolver ao longo de muitos anos, com a construção de uma nova rotina e o acesso a redes de apoio capazes de acompanhar diferentes etapas da vida.

A presença da princesa em Southend deu visibilidade a um trabalho que acontece longe dos grandes eventos e das campanhas mais conhecidas. No Forward Growing, o processo começa com tarefas simples, como preparar a terra, cuidar das mudas e acompanhar o crescimento das plantas. São atividades que exigem compromisso e podem criar oportunidades de aprendizado, convivência e participação comunitária para pessoas que estão tentando retomar o controle de suas vidas.

Para a ocasião, Kate escolheu um conjunto de peças separadas que combinava elegância com uma proposta prática para o trabalho ao ar livre. A princesa usou um blazer xadrez da Max Mara, confeccionado em uma mistura de lã e algodão, e voltou a vestir a calça Coleman, da Joseph, em tecido elástico e modelagem ajustada. O visual foi complementado por um cinto de couro marrom da Emilia Wickstead, com detalhes metálicos dourados.

Nos pés, Kate resgatou os mocassins Nya da Boden, em tom vinho, que acrescentaram cor à combinação de tons neutros. Para os acessórios, repetiu os brincos Cartier Trinity e o colar Portrait, da Laura Lombardi, feito de corrente de latão banhado a ouro de 14 quilates. O conjunto manteve a linha clássica e discreta que costuma escolher para compromissos comunitários, sem deixar de lado peças que já fazem parte de seu guarda-roupa.

Publicado por: Yasmin S.

Kate e William reencontram Tom Cruise em noite de glamour na estreia mundial de Digger em Londres

 

Kate e William trocaram os compromissos oficiais por uma noite de cinema, glamour e reencontros em Londres. Em 22 de setembro, o Príncipe e a Princesa de Gales participaram da estreia mundial de Digger, novo filme estrelado por Tom Cruise, no ODEON Luxe Leicester Square. A sessão especial também marcou a 73ª Royal Film Performance, tradicional evento beneficente realizado em apoio à Film and TV Charity, organização que oferece suporte às pessoas que trabalham nas indústrias britânicas de cinema e televisão, especialmente aquelas que atuam nos bastidores.

A noite reuniu algumas das maiores estrelas do cinema em Leicester Square, mas a chegada de William e Kate naturalmente se tornou um dos momentos mais aguardados. O casal percorreu o tapete, que excepcionalmente foi apresentado em preto para a ocasião, antes de encontrar integrantes do elenco e da equipe criativa de Digger. Entre eles estava o próprio Tom Cruise, protagonista do longa, além do diretor Alejandro González Iñárritu, vencedor do Oscar e responsável por filmes como Birdman e O Regresso. O elenco também inclui Riz Ahmed, John Goodman, Sandra Hüller, Michael Stuhlbarg e Jesse Plemons.

O encontro com Cruise teve um significado especial para William e Kate. Os três já haviam dividido o tapete vermelho em maio de 2022, durante a estreia britânica de Top Gun: Maverick. Naquela ocasião, o ator chegou a acompanhar Kate pelas escadas do cinema, em uma cena que se tornou uma das imagens mais lembradas daquela noite. Quatro anos depois, a história ganhou uma espécie de repetição. Ao chegarem ao cinema, Cruise voltou a ajudar Kate nas escadas, segurando primeiro seu braço e depois sua mão enquanto os dois seguiam para a sessão.

Antes da chegada dos príncipes, Cruise já havia deixado claro o carinho que sente pelo casal. “Eu simplesmente os adoro. Eles são pessoas adoráveis e tenho muito respeito por eles”, afirmou o ator ao falar sobre William e Kate. A relação entre Cruise e a família real, porém, é ainda mais antiga. O ator conheceu Diana, Princesa de Gales, décadas atrás e, em setembro de 2026, voltou a recordar publicamente o encontro que teve com ela e com um jovem William durante as filmagens do primeiro Missão: Impossível, em 1996.

A noite também reuniu outras figuras conhecidas. William e Kate conversaram com David Beckham, amigo da família real há muitos anos, que compareceu acompanhado dos filhos Romeo e Cruz. Os Beckhams estiveram entre os convidados do casamento de William e Kate em 2011, e a relação entre as duas famílias continuou ao longo dos anos. O encontro rendeu fotografias descontraídas no tapete, com os príncipes conversando com David e seus filhos antes de entrarem para a sessão.

Mas, por trás do glamour da estreia, estava uma finalidade muito concreta. A Royal Film Performance é o principal evento de arrecadação da Film and TV Charity e reúne a indústria do entretenimento em uma noite criada para gerar recursos destinados a profissionais que trabalham no cinema e na televisão. A instituição oferece apoio em diferentes áreas, desde saúde física e mental até dificuldades financeiras, com serviços que incluem uma linha de atendimento disponível 24 horas por dia, aconselhamento gratuito e auxílios financeiros. A edição de Digger foi a 73ª Royal Film Performance realizada pela organização, cuja tradição remonta a 1946.

William e Kate fizeram questão de conhecer algumas das pessoas que já foram beneficiadas pelo trabalho da instituição. Entre elas estava Chloe Malone, de 27 anos, que até recentemente enfrentava a falta de moradia e ainda vivia em acomodação temporária. Com o apoio da Film and TV Charity, ela conseguiu uma oportunidade de iniciar um curso de produção na National Film and Television School, uma das principais instituições de formação cinematográfica do Reino Unido.

Chloe contou que o apoio recebido teve um impacto decisivo em sua vida e descreveu o projeto como algo que a “salvou”. Ela também falou com William sobre seu trabalho relacionado à falta de moradia, criando um momento que levou a atenção da noite para além da passarela de celebridades e de volta às pessoas que a instituição procura apoiar.

A importância desse contato ficou ainda mais evidente quando Kate e William foram recebidos por duas meninas que aguardavam ansiosamente pela chegada do casal. Evie Peters, de sete anos, entregou flores e um programa à princesa, enquanto Sahrae-Lea Herbert, de quatro anos, ofereceu um programa a William. As duas fizeram uma reverência diante do casal. Kate agradeceu especialmente pelo buquê, dizendo: “Obrigada pelas lindas flores.”

Depois dos encontros no tapete, os príncipes seguiram para a sessão de Digger. O longa, dirigido por Iñárritu, acompanha Digger Rockwell, interpretado por Cruise, descrito como o homem mais poderoso do mundo, que parte em uma missão frenética para convencer o mundo de que é o responsável por salvar a humanidade antes que a catástrofe que ele próprio desencadeou destrua tudo. A produção foi filmada no Reino Unido, incluindo os estúdios Pinewood, e combina comédia e uma narrativa de proporções apocalípticas.

A própria presença de William e Kate acrescentou um elemento particular à noite, já que o filme gira em torno de um personagem poderoso tentando recuperar a confiança do público depois de provocar uma crise. Para uma instituição que trabalha justamente com pessoas cuja contribuição muitas vezes permanece invisível para o grande público, a Royal Film Performance acabou colocando em evidência uma ideia diferente de protagonismo: não apenas os atores diante das câmeras, mas também roteiristas, técnicos, produtores e inúmeros profissionais que tornam uma produção possível.

Para Kate, a noite também representou seu retorno a uma grande estreia cinematográfica depois de alguns anos. Sua última aparição em uma première havia sido justamente Top Gun: Maverick, em 2022, quando também esteve ao lado de William e Tom Cruise. Desta vez, entretanto, a princesa apareceu com uma produção muito mais dramática, escolhida especialmente para uma ocasião de tapete vermelho.

Kate usou um vestido personalizado de Jenny Packham em um profundo tom de púrpura, inspirado em um modelo apresentado originalmente pela estilista na coleção Outono/Inverno 2016. A versão escolhida pela princesa preservou a essência do desenho original, mas recebeu alterações para proporcionar maior cobertura nos ombros. O vestido de chiffon de seda apresenta decote em V, corpo plissado, mangas longas e fluidas, cintura marcada e uma saia ampla que se estende até o chão, terminando em uma pequena cauda.

O tom ametista do vestido ganhou ainda mais força graças às joias históricas escolhidas por Kate. A princesa usou os brincos Collingwood de pérola e diamantes que pertenceram a Diana, Princesa de Gales. As peças foram presenteadas a Diana pela joalheria Collingwood, uma casa particularmente ligada à família Spencer, e foram usadas pela princesa em diversas ocasiões.

No pescoço, Kate usou uma das peças mais raras do acervo real: o Sautoir de Ametista da Rainha Mãe. O colar foi oferecido por Alexandra, então rainha-mãe do Reino Unido, à futura Rainha Mãe Elizabeth Bowes-Lyon como presente de casamento em 1923. A joia reúne três fileiras de pérolas, ametistas e diamantes, terminando em um grande pingente em formato de coração.

Apesar de sua importância histórica, o colar permaneceu durante décadas longe dos holofotes. Não existem fotografias conhecidas da Rainha Mãe usando a peça, embora registros indiquem que ela a utilizou durante o período de luto após a morte da Rainha Alexandra. O colar só voltou a ser visto publicamente muitas décadas depois, quando Camilla, então Duquesa da Cornualha, o usou na estreia de Skyfall, em 2012, no Royal Albert Hall. Quatorze anos depois, Kate recuperou a peça para outra grande noite do cinema britânico.

O conjunto ganhou ainda mais impacto com os cabelos parcialmente presos, deixando os brincos à mostra, enquanto o restante dos fios caía em ondas suaves. William acompanhou a princesa em um smoking de veludo preto com abotoamento duplo e gravata-borboleta. Em determinado momento do tapete, Cruise chegou a elogiar o traje do príncipe, comentando: “Great jacket”.

Houve ainda um pequeno imprevisto quando Kate descia uma escada dentro do cinema e a cauda do vestido acabou sendo pisada acidentalmente por Claire Tavernier, presidente da Film and TV Charity. A princesa perdeu o equilíbrio por um instante, mas rapidamente recuperou-se e reagiu com bom humor, seguindo a noite sem maiores problemas.

Assim, entre o reencontro com Tom Cruise, a presença de grandes nomes do cinema e os encontros com pessoas diretamente beneficiadas pela Film and TV Charity, a estreia de Digger acabou sendo mais do que uma noite de tapete vermelho. Para William e Kate, foi também uma oportunidade de apoiar uma instituição que trabalha longe dos holofotes, justamente com os profissionais que tornam possível que histórias como a de Digger cheguem às telas.

Publicado por: Yasmin S.