Kate abre o coração sobre o tratamento de câncer em visita a hospital no interior da Inglaterra

A Princesa de Gales falou hoje sobre a pressão de manter uma “face corajosa” durante o tratamento e a recuperação do câncer, quando “todos esperam que você esteja melhor — mas não é bem assim”.

Kate, de 43 anos, que está fazendo um retorno lento e cuidadoso à vida pública enquanto está em remissão do câncer, disse que há uma expectativa de que os pacientes “sigam em frente, voltem ao normal”.

Mas, segundo ela, a experiência “muito assustadora, muito intimidadora” não termina com o fim do tratamento — os pacientes precisam de tempo para encontrar o seu “novo normal”.

Assista ao trecho legendado:

 

Ela também revelou que tentou a acupuntura — uma medicina tradicional chinesa na qual praticantes inserem agulhas finas em pontos específicos do corpo para promover a cura e aliviar a dor — como parte do seu próprio processo de recuperação.

As palavras profundamente pessoais da Princesa vieram durante uma visita a outros pacientes em um centro de bem-estar oncológico no Hospital de Colchester, onde ajudou a plantar roseiras em um jardim projetado para trazer paz aos visitantes.

A Princesa, que em janeiro anunciou estar em remissão de um tipo de câncer não divulgado, cancelou recentemente sua participação no Royal Ascot, com seus assessores enfatizando que ela sempre deixou claro que seu retorno à vida pública seria gradual.

Descrevendo o diagnóstico de câncer como algo “transformador” e o tratamento e a recuperação como uma “montanha-russa”, a Princesa falou sobre a importância de uma abordagem holística que envolva “mente, corpo e espírito”.

Ela ressaltou repetidamente a importância de que pacientes e suas famílias possam encontrar apoio durante a doença, dizendo que, muitas vezes, esse suporte é difícil de acessar.

Kate estava deslumbrante hoje ao visitar o Jardim do Bem-Estar do hospital público de Colchester, no condado de Essex, usando um elegante blazer bege com listras finas da marca Blazé Milano, avaliado em cerca de 7,4 mil reais (1.000 libras esterlinas), acompanhado de uma camisa combinando.

A Princesa completou o look com uma calça marrom de alfaiataria e um cinto preto — trazendo um ar mais casual ao enrolar as mangas e calçar tênis brancos — além de usar seu anel de noivado.

Conversando com pacientes e voluntários dentro do centro, ela disse:

“Existe uma fase inteira depois que você termina o tratamento, em que todo mundo espera que você esteja bem — vá em frente! Mas não é assim de jeito nenhum.”

“Você coloca uma espécie de máscara corajosa, passa pelo tratamento com estoicismo. O tratamento acaba, e aí vem o pensamento: ‘Posso seguir em frente, voltar ao normal’. Mas, na verdade, essa fase depois é muito difícil.”

“Você já não está necessariamente sob os cuidados da equipe clínica, mas também não consegue funcionar normalmente em casa como talvez funcionasse antes.”

“E, na verdade, ter alguém para conversar sobre isso, para mostrar e guiar esse período pós-tratamento, é algo de muito valor.”

“É preciso encontrar o seu novo normal — e isso leva tempo.”

O centro oferece terapias, grupos comunitários e tratamentos holísticos, como reflexologia.

A Princesa, ao conversar com a terapeuta Amanda Green durante um passeio sob chuva intensa após o evento, revelou que ainda não havia experimentado a reflexologia, mas que passou por sessões de acupuntura como parte de sua própria jornada de saúde.

A visita marcou o relato mais pessoal e profundo da Princesa até agora sobre sua experiência, com diversas menções à sua própria condição de saúde enquanto oferecia empatia a outros pacientes e familiares.

“É algo que transforma a vida de qualquer pessoa,” disse ela. “Desde o primeiro diagnóstico até o pós-tratamento e situações similares, é uma experiência transformadora — tanto para o paciente quanto para os familiares.”

“E, na verdade, isso às vezes passa despercebido. Você não necessariamente, especialmente quando é o primeiro diagnóstico, compreende o quanto isso vai impactar.”

“Você precisa encontrar o seu novo normal — e isso leva tempo… É uma montanha-russa. Não é uma trajetória suave, como se espera. A realidade é que não é assim, você passa por momentos muito difíceis.”

“E ter um lugar como este, uma rede de apoio — seja através da criatividade, do canto, da jardinagem, seja lá o que for — é extremamente valioso, e é maravilhoso que esta comunidade tenha isso.”

“Seria incrível se muitas outras comunidades tivessem esse tipo de apoio.”

Conversando com pacientes — incluindo alguns com câncer recorrente e um que perdeu o marido para a doença — Catherine perguntou como o centro havia ajudado cada um deles.

“Sentir um senso de esperança e positividade [ao conversar com pessoas que já passaram por isso] é algo muito poderoso, em meio a uma experiência tão assustadora e intimidadora”, afirmou.

Ela acrescentou que “a ciência já nos mostrou que a experiência da mente, do corpo e do espírito é fundamental”, e perguntou se a equipe clínica do hospital havia dado algum retorno sobre o impacto do centro de bem-estar nos pacientes.

Após cerca de uma hora no centro, a Princesa se dirigiu ao Jardim do Bem-Estar do hospital, onde ajudou a plantar roseiras que levam seu nome.

Sem medo de sujar as mãos e perguntando se podia “trabalhar um pouquinho mais”, ela cavou ao lado do designer de jardins da TV, Adam Frost, dizendo que estava se sentindo “bem” e feliz por poder estar ao ar livre.

Debaixo de uma chuva insistente, com o compromisso se estendendo por cerca de meia hora além do previsto, ela disse aos funcionários e pacientes que aguardavam do lado de fora: “Só vou lavar as mãos — já volto.”

Em seguida, participou de uma caminhada pelo local, posando para selfies e fotos em grupo entre perguntas curiosas às pessoas sobre como estava o dia delas.

O Palácio de Kensington declarou que ela estava ali para “celebrar o incrível poder curativo da natureza e aumentar a conscientização sobre o papel essencial que o contato com o ambiente natural exerce em trazer alegria e apoiar nosso bem-estar mental, físico e espiritual”.

Sua visita coincide com a doação de 50 mudas da “Rosa Catherine”, nomeada em sua homenagem pela RHS (Sociedade Real de Horticultura), ao Hospital de Colchester. Os recursos arrecadados com a venda das rosas serão revertidos para a Royal Marsden Cancer Charity, instituição voltada ao tratamento e pesquisa oncológica.

A flor floribunda coral-rosada possui um perfume intenso com notas de manjar turco e manga madura, segundo informou a RHS em maio.

Agora, 500 mudas da “Rosa Catherine” serão doadas neste verão europeu a jardins comunitários e de bem-estar por todo o Reino Unido — incluindo os jardins Maggie, voltados a pessoas afetadas pelo câncer, os hospitais infantis da East Anglia e os jardins Horatio, voltados a pessoas com lesões medulares.

O Jardim do Bem-Estar do Hospital de Colchester, inaugurado em julho de 2024, é um espaço pensado para trazer relaxamento e restauração a funcionários do NHS, pacientes e visitantes.

O local já se tornou um núcleo vital para a comunidade, oferecendo atividades a quem trabalha ou passa pelo hospital. Ele foi criado em parceria com a RHS, a Colchester and Ipswich Hospitals Charity e a NHS Charities Together, organização que tem como patronos conjuntos o Príncipe e a Princesa de Gales.

O jardim — e o impacto transformador que ele exerce sobre pacientes e profissionais da saúde — integra uma pesquisa que dará origem ao Blueprint for Wellbeing Gardens, projeto da RHS com lançamento previsto para a primavera de 2026.

Kate vem retomando gradualmente suas funções públicas desde que revelou estar em remissão de um câncer.